A Plug Power concluiu em junho de 2026 o comissionamento de uma eletrólise de 5 MW do tipo PEM (Proton Exchange Membrane) no projeto Måde Power-to-X, em Esbjerg, Dinamarca, marcando uma das primeiras plantas operacionais de hidrogênio verde em escala comercial no país. A unidade, operada pela European Energy, deve produzir aproximadamente 550 toneladas/ano de hidrogênio certificado como RFNBO (Renewable Fuel of Non-Biological Origin) sob o padrão ISCC, atendendo requisitos de sustentabilidade da União Europeia para combustíveis e insumos de baixo carbono.
Para o mercado brasileiro de insumos químicos industriais, o avanço de projetos de hidrogênio verde na Europa sinaliza uma tendência estrutural com implicações indiretas, porém relevantes, para cadeias como amônia, metanol, peróxido de hidrogênio e cloro-álcalis. O hidrogênio verde produzido via eletrólise da água com energia renovável pode substituir o hidrogênio “cinza” (derivado de reforma a vapor de gás natural) em processos de síntese química, reduzindo a pegada de carbono de produtos finais e criando diferencial competitivo em mercados exigentes em ESG.
Na cadeia de amônia e Ureia industrial, o hidrogênio é insumo direto via processo Haber-Bosch, a disponibilidade de hidrogênio verde a custos competitivos pode viabilizar rotas de “amônia verde” para aplicações em controle de emissões (SCR) e fertilizantes de baixo carbono. No caso do Peróxido de Hidrogênio (H₂O₂), produzido industrialmente via processo antraquinona que consome hidrogênio como reagente, o acesso a H₂ verde pode reduzir a intensidade de carbono do produto final, criando vantagem para exportação a mercados com requisitos de descarbonização.
Autoral GlobalKem | 02 de julho de 2026
