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Solvay prevê retomada de unidade de peróxidos no 3º tri

A Solvay espera retomar, no terceiro trimestre de 2026, as operações de sua fábrica de peróxidos em Jubail, na Arábia Saudita. A unidade está temporariamente parada desde meados de março por causa do conflito no Oriente Médio. A volta da produção é uma das condições consideradas pela empresa para manter suas projeções financeiras para o restante do ano.

A paralisação afetou diretamente o desempenho da divisão de peróxidos no segundo trimestre. As vendas somaram € 218 milhões, queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. Sem considerar os efeitos das variações cambiais e das mudanças na estrutura dos negócios da empresa, o recuo foi de 4,9%. Segundo a Solvay, o resultado foi pressionado principalmente pela redução dos volumes causada pela interrupção da fábrica saudita. Parte desse efeito foi compensada pelo crescimento das vendas de produtos de alta pureza destinados à indústria eletrônica. Nas demais aplicações, o desempenho permaneceu estável na comparação anual.

A empresa informou que o principal impacto ocorreu na produção ligada ao processo HPPO, tecnologia que utiliza Peróxido de Hidrogênio na fabricação de óxido de propileno. Esse composto é usado como matéria-prima em diferentes produtos industriais. Fora dessa operação, os demais mercados atendidos pela divisão apresentaram maior estabilidade. O conflito no Oriente Médio também aumentou os custos de energia, matérias-primas e transporte, além de provocar dificuldades nas cadeias de abastecimento e pressionar a demanda. A Solvay calculou um impacto negativo de aproximadamente € 20 milhões sobre o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no segundo trimestre. Esse valor correspondeu a cerca de metade da queda registrada pelo indicador no período.

No total, as vendas líquidas ajustadas da Solvay chegaram a € 1,031 bilhão no trimestre, recuo de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem os efeitos cambiais e as mudanças na estrutura dos negócios, a queda foi de 7,4%. O EBITDA ajustado ficou em € 187 milhões, redução de 18,8%. A companhia relacionou esse desempenho ao cenário econômico ainda difícil, aos efeitos do conflito no Oriente Médio e à comparação com ganhos extraordinários registrados no segundo trimestre de 2025, que não se repetiram neste ano.

Para o mercado de Peróxido de Hidrogênio, o principal ponto de atenção será a confirmação da retomada da produção em Jubail. A normalização da fábrica pode ajudar a recuperar os volumes internacionais da Solvay. No entanto, o relatório não informa a capacidade afetada nem detalha possíveis mudanças na disponibilidade do produto em cada região. No Brasil, o documento não indica paralisações nas operações locais nem alterações no fornecimento de Peróxido de Hidrogênio. Os efeitos tendem a ser indiretos, mas merecem acompanhamento caso o conflito continue pressionando custos, fretes e operações químicas no Oriente Médio.

A Solvay manteve suas projeções para 2026 considerando que a unidade saudita voltará a operar no terceiro trimestre. A empresa prevê EBITDA ajustado entre € 770 milhões e € 850 milhões e geração de caixa livre, de pelo menos € 200 milhões. Agora, o mercado acompanha o cumprimento do cronograma e o ritmo de recuperação da produção após a reativação da fábrica.

Adaptada GlobalKem | 05 de agosto de 2026

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Solvay
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