Mercado

PVC importado amplia pressão no mercado brasileiro

O aumento das importações de PVC voltou a pressionar as vendas da Braskem no mercado brasileiro no segundo trimestre de 2026. Ao mesmo tempo, problemas operacionais e cortes de capacidade nos Estados Unidos colocam atenção sobre a oferta norte-americana, uma das principais origens do produto adquirido pelo Brasil.

As vendas de PVC da Braskem no país recuaram 1% em relação ao primeiro trimestre, principalmente devido à maior entrada de produto importado. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 2%, associada ao controle de estoques realizado pelas empresas que utilizam o PVC como matéria-prima. Os números se referem às vendas da companhia no Brasil e não indicam, isoladamente, redução do consumo nacional.

No acumulado de 2026, as importações brasileiras de PVC somaram aproximadamente 856,1 mil toneladas. Os Estados Unidos responderam por 18,1% do total, como segunda principal origem, atrás da Colômbia. A competitividade do produto externo também aumentou com a queda da referência CFR Brasil, que recuou cerca de 26% entre maio e julho.

Enquanto o material importado ganha espaço no mercado brasileiro, a indústria norte-americana passa por ajustes. A Olin informou problemas operacionais em sua unidade de monômero de cloreto de vinila, conhecido como VCM, em Freeport, no Texas. O VCM é a principal matéria-prima utilizada na fabricação do PVC, e a ocorrência elevou custos e reduziu vendas da divisão de cloro-álcalis e vinílicos.

A Westlake também encerrou uma fábrica de PVC em Aberdeen, no Mississippi, além de unidades de VCM, Cloro e Soda Cáustica em Lake Charles, na Louisiana. Apesar das reduções, a companhia informou que continuará atendendo seus clientes por meio de outras instalações de cloro e vinílicos na América do Norte.

Como os Estados Unidos representam uma origem relevante para o PVC importado pelo Brasil, os ajustes da Olin e da Westlake merecem acompanhamento. Ainda não há confirmação de redução dos embarques destinados ao mercado brasileiro, mas a evolução da oferta norte-americana, das exportações colombianas e do preço CFR Brasil poderá indicar se a pressão dos importados continuará elevada nos próximos meses. 

Autoral GlobalKem | 05 de agosto de 2026

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