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Produção de gás natural dos EUA deve bater recorde até 2027

Os Estados Unidos devem produzir mais gás natural nos próximos dois anos e atingir um novo recorde em 2027. A previsão é que a produção cresça 2% em 2026 e continue aumentando em 2027, alcançando o maior volume já registrado no país.

Esse crescimento virá principalmente de três regiões produtoras: Appalachia (no nordeste dos EUA), Permian (no Texas e Novo México) e Haynesville (no Texas e Louisiana). Juntas, essas áreas devem responder por quase 70% do aumento previsto na produção.

A região de Haynesville deve liderar o crescimento a partir de 2027. Ela tem vantagem por estar próxima dos portos que exportam gás natural liquefeito (GNL), que é o gás resfriado para ser transportado por navios para outros países.

No Permian, o aumento da produção acontece porque o gás é extraído junto com o petróleo. Mesmo que o ritmo de produção de petróleo diminua, a quantidade de gás retirada por poço continua crescendo, o que mantém o volume total em alta.

Já na região dos Apalaches, que hoje é a maior produtora dos EUA, o crescimento deve ser mais moderado. A produção voltou a subir após a ampliação de um gasoduto importante, que permite transportar mais gás para outras regiões.

Os preços do gás natural recuaram mais de 5% na semana, refletindo projeções de clima mais ameno nos Estados Unidos. Temperaturas mais elevadas reduzem a necessidade de aquecimento residencial, diminuindo o consumo imediato e criando margem favoráveis para negociações de produtores químicos e países produtores.

No cenário externo, os Estados Unidos seguem fortalecendo sua posição como exportador estratégico de gás natural. A Macedônia do Norte avançou em acordos para aquisição futura de gás americano, enquanto o Japão anunciou investimentos de grande porte em projetos energéticos no território norte-americano, ampliando a integração comercial no setor.

Autoral GlobalKem | 19 de fevereiro 2026

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