Produção automotiva brasileira cresce 8,3% no acumulado de 2026
O balanço de julho de 2026 da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) confirma a trajetória de recuperação da indústria automotiva brasileira. Foram produzidos 253,9 mil autoveículos no mês, alta de 3,1% em relação a junho e de 5,9% comparado a julho de 2025, enquanto os emplacamentos atingiram 279,5 mil unidades, sendo esse o maior volume do ano. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, a produção subiu 8,3%, colocando o Brasil na segunda posição em crescimento entre os principais países produtores de veículos, atrás apenas da Índia (14,5%).
Um dos destaques do relatório é a participação recorde dos veículos eletrificados nas vendas: 23,5% do total em julho de 2026, ante menos de 11% um ano antes. No acumulado do ano, esse segmento avançou 120,8%, enquanto os elétricos puros emplacaram 25,8 mil unidades no mês. Embora as baterias de íon-lítio sejam predominantes nos veículos elétricos puros, o Ácido Sulfúrico segue relevante na produção de baterias chumbo-ácido usadas em sistemas auxiliares, como iluminação, partida e backup, em modelos híbridos e elétricos. O insumo também é importante na fabricação de componentes como separadores de bateria, aditivos eletrolíticos e em processos de tratamento de superfície de eletrodos. Com isso, a demanda adicional impulsiona o setor de Ácido Sulfúrico e derivados.
A recuperação da produção automotiva aquece especificamente a cadeia de insumos químicos, processos de galvanoplastia, fosfatização e conversão química de superfícies metálicas consomem ácidos (Sulfúrico, Clorídrico, Fosfórico), bases (Soda Cáustica, Cal) e sais metálicos especializados. Além disso, processos de fundição e conformação de componentes metálicos para a indústria automotiva demandam refratários à base de Alumina, Zirconia, Bauxita e Óxido de Magnésio para revestimento de fornos e equipamentos de alta temperatura.
Adaptado GlobalKem | 27 de agosto de 2026