Petrobras reinicia produção de Ureia na Ansa e reforça oferta nacional do insumo

A Petrobras iniciou em 30 de abril de 2026 a primeira produção de Ureia desde a retomada das operações da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), localizada em Araucária, no Paraná. A unidade estava hibernada desde 2020 e voltou a produzir o insumo após um processo de reativação que recebeu investimentos de cerca de R$ 870 milhões.
A Ansa tem capacidade para produzir 720 mil toneladas de Ureia por ano, volume equivalente a aproximadamente 8% do mercado nacional. A retomada está sendo realizada de forma progressiva, com foco na segurança dos trabalhadores, na confiabilidade dos sistemas industriais e na estabilidade das operações.
Desde a decisão de retomada das atividades, anunciada em 2024, a fábrica passou por manutenções, inspeções técnicas, testes operacionais, recomposição de equipes e contratação de serviços. O processo gerou mais de 2 mil empregos durante a fase de mobilização e deve manter cerca de 700 postos diretos na operação regular da unidade.
Antes da volta da produção de Ureia, a Ansa já havia alcançado outros marcos operacionais, como a produção de ARLA 32, por meio de contrato de industrialização, e de amônia. A retomada da unidade no Paraná se soma ao retorno da produção das fábricas da Petrobras na Bahia e em Sergipe, ocorrido em janeiro de 2026 e dezembro de 2025, respectivamente.
Com a comercialização da produção das três unidades, a Petrobras estima alcançar aproximadamente 20% de participação no mercado interno de Ureia. A companhia também avança na conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, com previsão de entrada em operação comercial em 2029. Com a nova planta, a expectativa é atender cerca de 35% do mercado nacional de Ureia nos próximos anos.
Para a cadeia de abastecimento, a retomada da produção na Ansa representa um reforço na oferta doméstica de Ureia e pode reduzir parte da exposição brasileira às oscilações externas do insumo. Embora o país ainda dependa de importações para atender parcela relevante da demanda, a ampliação da capacidade nacional aumenta a previsibilidade de fornecimento e fortalece a produção local em um mercado sensível a fatores logísticos, cambiais e geopolíticos.
Adaptada GlobalKem | 27 de maio de 2026