O setor químico global atravessa uma grande reestruturação, marcada por desativações de plantas industriais e demissões entre 2026 e 2027. Empresas como BASF, Dow, Shell e Westlake estão encerrando as operações de ativos espalhados pela Europa, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.
A retirada de capacidade afeta insumos da petroquímicos essenciais para a fabricação de produtos como MEG e PVC, a exemplo do etileno e do propileno, após o fechamento de grandes craqueadores da Shell no Reino Unido e na Holanda, da TotalEnergies na Bélgica e da YNCC na Coreia do Sul, eliminando milhões de toneladas anuais dessas matérias-primas. Esse movimento é acompanhado por cortes expressivos em linhas de produção de PVC por empresas como a Westlake nos Estados Unidos.
O fator principal por trás dessa onda de desligamentos é a perda de competitividade energética do Ocidente frente a novos polos globais. Nos Estados Unidos, os custos da eletricidade industrial para essas plantas chegaram a operar até três vezes acima dos patamares registrados na China e no Golfo Pérsico, comprometendo a margem de lucro na produção de resinas. Na Europa, a permanência de preços elevados de energia acelerou a desativação de instalações industriais antigas. Com a normalização das rotas marítimas e a entrada em operação de complexos modernos e integrados na Ásia e no Oriente Médio, a oferta no mercado mundial por insumos mais baratos aumentou, tornando insustentável a manutenção de operações locais de alto custo.
Adaptada GlobalKem | 30 de julho de 2026