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Oferta ajustada nos EUA e excesso na China mantêm mercado global de soda cáustica em equilíbrio

O mercado internacional de soda cáustica iniciou fevereiro com comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras. Nos Estados Unidos, os preços spot no Golfo avançaram 14% na última semana de janeiro, refletindo restrição pontual de oferta após paradas programadas e eventos climáticos. Na média mensal, o preço registrou alta acumulada de 6,8% frente a dezembro, sustentado por custos energéticos mais elevados e limitações logísticas regionais.

Mesmo com o fechamento permanente de unidades da Westlake (120 mil t/ano) e da Olin (243 mil t/ano), o mercado norte-americano manteve oferta suficiente ao longo de janeiro. Os estoques permaneceram equilibrados e a logística operou normalmente. Ainda assim, novas manutenções previstas até março mantêm a oferta reduzida no próximo trimestre.

Na China, o cenário é oposto. A oferta permaneceu elevada, com produtores operando em níveis normais, enquanto a demanda continuou fraca. Os preços caíram nas principais regiões produtoras ao final de janeiro, refletindo excesso de disponibilidade e compras restritas por parte do setor de alumina. A capacidade produtiva chinesa deve crescer 4,3% em 2026, ampliando o volume disponível no mercado interno e pressionando exportações.

No consumo interno brasileiro, o setor de papel e celulose, responsável por cerca de 25% da demanda nacional, anunciou investimentos de R$ 105 bilhões até 2028. Esse movimento deve elevar gradualmente o consumo de soda cáustica no semestre, embora o ritmo atual permaneça estável. Entre fevereiro e abril, o setor de saneamento mantém demanda firme devido ao aumento da turbidez da água nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Autoral GlobalKem | 19 de fevereiro 2026

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