Minério de ferro oscila com redução da produção de aço na China e adiamento de estímulos econômicos
O mercado internacional de minério de ferro iniciou a semana com oscilações moderadas, refletindo a combinação entre menor demanda das siderúrgicas chinesas e a ausência de novos estímulos econômicos por parte do governo da China. As negociações apresentaram movimentos divergentes entre Dalian e Singapura, consolidando um ambiente de ajuste técnico e maior prudência dos compradores.
A redução da produção de aço na China, que acumula queda desde o início do ano, continua a limitar a reposição de minério pelas usinas. As siderúrgicas mantêm a estratégia de operar com estoques mínimos e ampliar manutenções de equipamentos, adiando compras significativas até que o governo confirme medidas de suporte para a indústria. O cenário atual mostra que o atraso nos anúncios de estímulos mantém o consumo diário em níveis reduzidos, comprimindo o ritmo de negociação e restringindo operações de curto alcance.
O comportamento distinto entre as bolsas asiáticas reforça essa dinâmica. Enquanto Dalian registrou avanço nos contratos mais negociados, apoiada por expectativas de reativação econômica, Singapura apresentou estabilidade, refletindo a percepção de que a demanda permanece limitada. A consolidação do mercado do enfraquecimento das margens das siderúrgicas e perspectiva de que a redução acumulada da produção de aço diminua a pressão por cortes adicionais até o fim do ano.
Mesmo com o ajuste de consumo, o setor monitora a possibilidade de recomposição de estoques antes do Ano-Novo Lunar, em fevereiro de 2026. Caso essa recomposição se confirme entre dezembro e janeiro, parte da demanda reprimida poderá ser reativada. No entanto, sem a sinalização clara de estímulos industriais, o mercado tende a permanecer dependente de operações pontuais e de curto ciclo.
Autoral GlobalKem | 13 de novembro de 2025