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La Niña intensifica extremos climáticos, pressiona o agro e acende alerta no Brasil

O retorno da La Niña vem elevando a frequência de eventos climáticos severos em diversas regiões do mundo, com estiagens prolongadas, chuvas irregulares e tempestades mais intensas. Nos últimos anos dominados pelo fenômeno, os prejuízos globais registrados ficaram entre US$ 258 bilhões e US$ 329 bilhões, refletindo impactos diretos sobre produção agrícola e infraestrutura.

O padrão climático costuma acentuar secas em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos, ao mesmo tempo em que favorece enchentes no Sudeste Asiático. Além disso, tende a reduzir os rendimentos de culturas como milho, arroz e trigo, criando efeitos em cadeia sobre custos de energia, logística e preços de commodities. Mesmo episódios mais fracos podem gerar perdas relevantes: ciclones e enchentes recentes na Ásia resultaram em milhares de mortes e bilhões de dólares em danos.

Para o agronegócio brasileiro, o fenômeno exige atenção redobrada, especialmente nos segmentos que dependem de volume hídrico regular ou que enfrentam forte sensibilidade a variações de temperatura. A cana‑de‑açúcar pode sofrer com períodos secos prolongados, enquanto áreas de reflorestamento voltadas à celulose podem enfrentar desafios de produtividade em ambientes climáticos instáveis. Em países asiáticos, chuvas acima da média já começam a afetar colheitas como óleo de palma, o que também contribui para maior volatilidade nos mercados globais. A expectativa é que o atual episódio esteja próximo do pico, mas seus efeitos podem persistir mesmo após o Pacífico retornar a condições neutras.

Autoral GlobalKem | 22 de dezembro 2025

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