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INEOS e Ratcliffe pedem proteção europeia contra excesso de capacidade chinesa

A INEOS, liderada por Jim Ratcliffe, intensificou em junho de 2026 seu apelo por medidas de proteção da União Europeia contra o excesso de capacidade produtiva da indústria química chinesa, alertando que a concorrência desleal de volumes subsidiados ameaça a viabilidade de plantas petroquímicas no bloco europeu. Para o mercado brasileiro de insumos químicos industriais, essa disputa comercial entre Europa e China gera efeitos que podem influenciar a precificação, a disponibilidade e a competitividade de produtos como PVC, Soda Cáustica, Cloro e intermediários petroquímicos.

Os produtores chineses de polímeros e químicos básicos operam com vantagem estrutural derivada de subsídios estatais, acesso à energia de baixo custo e integração vertical em cadeias como olefinas, cloro-álcalis e intermediários para fertilizantes. Em contraste, a indústria europeia enfrenta tarifas de eletricidade elevadas, regulação ambiental rigorosa e demanda industrial deprimida, fatores que comprimem margens e limitam capacidade de investimento em renovação de ativos.

Se a Europa adotar barreiras comerciais defensivas (como sobretaxas antidumping ou mecanismos de ajuste de fronteira por carbono), volumes chineses anteriormente destinados ao mercado europeu podem ser redirecionados para mercados terceiros, incluindo a América do Sul, pressionando preços domésticos via importações competitivas. Para o Brasil, que importa volumes complementares de PVC, Soda Cáustica e polímeros termoplásticos, a tensão comercial Europa-China pode influenciar a alocação global de volumes e a precificação de benchmarks.

Autoral GlobalKem | 08 de julho de 2026

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