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Dow avalia venda de participação na Sadara para reestruturar portfólio

Dow avalia vender sua participação de 35% na Sadara Chemical Company, joint venture mantida com a Saudi Aramco na Arábia Saudita. A possível operação ocorre em meio à pressão sobre a indústria química global, marcada por demanda enfraquecida, excesso de capacidade produtiva e custos elevados. O conflito no Oriente Médio agravou esse cenário ao afetar fluxos petroquímicos, restringir cadeias de abastecimento e elevar despesas logísticas e operacionais. Até o momento, nenhuma decisão definitiva foi anunciada.

A Aramco, proprietária dos outros 65% da Sadara, aparece como potencial compradora da participação. Investidores estratégicos e financeiros também poderiam disputar o ativo. Caso adquira a fatia da Dow, a companhia saudita passaria a controlar integralmente um dos maiores complexos petroquímicos do Oriente Médio. Localizada em Jubail, a Sadara recebeu investimentos superiores a US$ 20 bilhões e reúne 26 unidades industriais, com capacidade para produzir mais de 3 milhões de toneladas anuais de produtos químicos e plásticos. O complexo abastece cadeias como poliuretanos, construção civil, automotiva, embalagens e bens de consumo.

A possível venda faz parte da revisão do portfólio global da Dow, que busca reduzir custos, melhorar a geração de caixa e concentrar recursos em negócios mais rentáveis. Em junho, a companhia registrava saldo negativo de investimento de US$ 793 milhões relacionado à Sadara. No curto prazo, uma mudança acionária não deve necessariamente alterar a produção do complexo. Entretanto, uma eventual aquisição pela Aramco poderá aprofundar a integração da companhia entre petróleo, refino e petroquímica, além de influenciar futuramente os investimentos, a manutenção e a estratégia comercial da Sadara.

Adaptada GlobalKem | 10 de setembro de 2026

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