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Brasil Soberano amplia apoio a exportadores químicos

O governo federal anunciou uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para apoiar empresas brasileiras afetadas por tarifas comerciais dos Estados Unidos, conflitos internacionais e medidas protecionistas no comércio global. Do total previsto, R$ 13,5 bilhões virão de recursos do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES.

As linhas de crédito poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados. Segundo o BNDES, o programa busca apoiar exportadores de bens industriais, seus fornecedores e empresas de setores relevantes para o comércio exterior brasileiro diante de impactos causados por instabilidade internacional e aumento de tarifas comerciais.

Para o setor químico, a medida merece atenção porque parte da indústria brasileira pode ser afetada pela perda de competitividade nas exportações aos Estados Unidos. A Abiquim já havia solicitado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que produtos químicos e petroquímicos brasileiros fossem excluídos da proposta de tarifa adicional de 25%, alegando que a medida poderia elevar custos para cadeias industriais americanas que utilizam insumos produzidos no Brasil.

Segundo a entidade, em 2025, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos para o Brasil, enquanto as exportações brasileiras do setor para o mercado americano somaram aproximadamente US$ 2,1 bilhões. A Abiquim também argumenta que produtos químicos brasileiros abastecem segmentos como embalagens, saúde, higiene, construção civil, agricultura e indústria automotiva nos EUA.

Embora o Plano Brasil Soberano não seja voltado exclusivamente à indústria química, o programa pode oferecer suporte temporário a empresas exportadoras e fornecedores afetados por barreiras comerciais, custos adicionais e instabilidade geopolítica. Para o mercado químico brasileiro, o ponto de atenção está nos critérios de acesso ao crédito, na exposição de cada cadeia às exportações e nos possíveis reflexos sobre margem, competitividade e manutenção de mercados externos ao longo dos próximos meses.

 Adaptada GlobalKem | 29 de julho de 2026

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BNDES
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