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Abiquim descarta risco de desabastecimento no setor químico e destaca capacidade de suprimento interno

Através de comunicado oficial, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) assegurou que o mercado químico nacional não apresenta riscos estruturais ou conjunturais de desabastecimento, mesmo perante as recentes instabilidades no cenário geopolítico global e no Médio Oriente.

Atualmente, o parque industrial brasileiro opera com uma ociosidade próxima dos 40%, o que funciona como uma reserva estratégica capaz de atender prontamente à procura interna de diversos segmentos da indústria de transformação. Este volume disponível permite que a produção doméstica atue como complemento ou substituto direto para insumos importados.

Como exemplo da dinâmica de abastecimento, os principais parceiros comerciais do Brasil no setor, como os Estados Unidos, China, México, Colômbia e Argentina, encontram-se distantes das zonas de conflito e mantêm uma oferta regularizada e ampla. Apesar da segurança no abastecimento físico, a entidade ressalta que a pressão sobre os custos globais, impulsionada pelas oscilações nas principais regiões produtoras de petróleo e gás, exige uma monitorização contínua.

Analisando o mercado, cadeias específicas como a do PVC já contaram com ajustes tarifários recentes para equilibrar a concorrência com produtos externos, estabilizando o mercado interno. A maior parte das importações de PVC, cerca de 60%, tem origem em parceiros regionais sul-americanos, minimizando potenciais impactos de rotas logísticas mais distantes.

Nesse contexto, a Abiquim aponta a manutenção da capacidade produtiva instalada e a adoção de diretrizes que garantam a competitividade frente às dinâmicas do comércio internacional como fatores centrais para assegurar a previsibilidade e a estabilidade das cadeias de valor dependentes de químicos no país.

Adaptado GlobalKem | 19 de março 2026

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Abiquim
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