Logística

Canal do Panamá reduz tráfego devido ao El Niño

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) iniciou novas restrições operacionais em resposta à seca que afeta os reservatórios responsáveis pelo abastecimento da hidrovia. A medida prevê a redução gradual do número de travessias diárias de 36 para 32 embarcações, enquanto permanecem as condições de estiagem associadas ao fenômeno El Niño.

O canal, responsável por cerca de 5% do comércio marítimo global, depende da água armazenada nos lagos Gatún e Alhajuela para operar seu sistema de eclusas. Além da redução do número de trânsitos, a ACP mantém restrições ao calado dos navios para diminuir o consumo de água em cada passagem.

A situação gera preocupação adicional porque as previsões apontam que o atual El Niño pode se tornar um dos eventos mais intensos já registrados desde o início das medições modernas. Caso as condições climáticas continuem se deteriorando, o Canal do Panamá poderá enfrentar novas restrições operacionais, repetindo parte dos impactos observados em 2023, quando o número de travessias diárias chegou a ser reduzido de 38 para apenas 22 embarcações.

Para os mercados globais, especialmente os de commodities, fertilizantes, produtos químicos, combustíveis e derivados petroquímicos, um agravamento da seca representa risco de aumento nos custos logísticos, atrasos em embarques e maior pressão sobre as tarifas de frete marítimo. Dessa forma, além dos impactos climáticos diretos, a evolução do El Niño passa a ser um fator relevante para o planejamento das cadeias globais de suprimentos nos próximos meses.

Adaptada GlobalKem | 23 de setembro de 2026

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DW
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