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UE propõe preço mínimo para carros elétricos feitos na China e busca reduzir disputa tarifária

A União Europeia apresentou, em janeiro de 2026, uma proposta formal para permitir que exportadores chineses de veículos elétricos evitem as tarifas adicionais impostas em 2024, desde que adotem compromissos comerciais específicos. A principal alternativa às sobretaxas consiste na fixação de preços mínimos de exportação para o mercado europeu, mecanismo que busca neutralizar os efeitos dos subsídios concedidos na China sem a aplicação direta de tarifas compensatórias.

As diretrizes divulgadas pela Comissão Europeia estabelecem que os compromissos apresentados serão avaliados individualmente, com a exigência de equivalência econômica em relação às tarifas atualmente em vigor, que variam de 7,8% a 35,3% conforme o fabricante. Propostas complementares, como investimentos produtivos dentro da União Europeia ou limitação voluntária de volumes exportados, serão consideradas como fatores adicionais na análise. O objetivo central da medida é preservar a competitividade da indústria automotiva europeia, mantendo, ao mesmo tempo, o fluxo de veículos elétricos em um mercado que registrou crescimento de 33% em 2025, totalizando 4,3 milhões de unidades vendidas.

Do lado chinês, a proposta foi recebida de forma positiva. Autoridades de Pequim indicaram que o avanço sinaliza disposição mútua para resolver o impasse dentro das regras da Organização Mundial do Comércio. Em 2025, a China respondeu por 12,9 milhões de veículos elétricos vendidos globalmente, alta de 17% em relação a 2024, e direcionou parte relevante de sua expansão para mercados externos, especialmente a Europa, onde veículos produzidos na China representaram cerca de 19% das vendas totais do segmento.

Autoral GlobalKem | 15 de janeiro 2026

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