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Recuperação da produção automotiva em julho de 2026

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revisou em julho de 2026 suas projeções para o setor automotivo brasileiro. O país deve ultrapassar a marca de 3 milhões de autoveículos emplacados em 2026, patamar não alcançado desde 2014, representando crescimento de 11,7% em relação a 2025. Para o mercado de insumos químicos industriais, essa recuperação da produção automotiva – que deve alcançar ~2,8 milhões de unidades produzidas (+5,8% vs. 2025), o melhor resultado desde 2019 – o que gera efeito cascata na demanda por polímeros termoplásticos, tintas e vernizes, adesivos estruturais, fluidos especializados e químicos de processo aplicados na fabricação de veículos.

A fabricação de veículos e componentes demanda volumes significativos de fluidos especializados, como óleos de corte, fluidos de têmpera, lubrificantes industriais e produtos para tratamento de superfícies. Adicionalmente, processos de galvanoplastia, fosfatização e conversão química de superfícies metálicas consomem ácidos (Sulfúrico, Clorídrico, Fosfórico), bases (Soda Cáustica, Cal) e sais metálicos especializados.

Para a cadeia de cloro-álcalis, onde a Soda Cáustica e o Cloro são produzidos, a recuperação da demanda automotiva pode influenciar a alocação de volumes entre mercados e a precificação de derivados. Além disso, o Ácido Fosfórico industrial é aplicado em processos de fosfatização de superfícies metálicas para melhorar aderência de tintas e resistência à corrosão. A recuperação da produção automotiva pode aquecer a demanda por esse insumo, especialmente considerando que a China suspendeu exportações de Ácido Fosfórico industrial desde julho de 2026, restringindo oferta global.

O PVC (Policloreto de Vinila) é amplamente aplicado em revestimentos de cabos elétricos, mangueiras, perfis de vedação e acabamentos internos de veículos. Com a projeção de produção de 2,8 milhões de autoveículos em 2026, a demanda incremental por resinas termoplásticas pode atingir aproximadamente 280-420 mil toneladas no ano.

Vale destacar ainda que, a expansão da produção automotiva exige sistemas robustos de tratamento de água e efluentes nas plantas industriais. Produtos como PAC (Policloreto de Alumínio), Sulfato de Alumínio, Cal (virgem e hidratada), Hipoclorito de Sódio e Peróxido de Hidrogênio são amplamente aplicados em Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) associadas a fábricas de veículos. Dessa forma, a recuperação da produção automotiva, combinada com exigências regulatórias mais rigorosas para descarte de efluentes industriais, pode gerar demanda incremental por esses insumos de saneamento industrial. Assim sendo, a revisão das projeções da Anfavea em julho de 2026, em caráter de crescimento, reflete um cenário de recuperação da indústria automotiva brasileira, com impactos positivos diretos e indiretos na demanda por insumos químicos industriais.

 Adaptado GlobalKem | 29 de julho de 2026

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Anfavea
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